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Planilha orçamentária de obra: como montar e conferir com a curva ABC

Foto do escritor: Engº Fabrício Balestrin
Engº Fabrício Balestrin
3 de out.
12 min de leitura

Atualizado: 3 de out.

Sua planilha soma certinho, as fórmulas não têm erro e o total bate centavo por centavo. Isso quer dizer que o orçamento está certo? Não necessariamente. Foi o que resumi num post do Instagram: uma planilha pode estar certa e o orçamento errado. A soma só garante que os números foram somados. Não garante que tudo o que a obra precisa está ali, na unidade certa e com preço de origem conhecida.

Este é o episódio 7 da série Meu primeiro orçamento de obras. Até aqui definimos o escopo na EAP, medimos a obra, lemos composições e, no episódio 6, escolhemos a referência de preços. Agora é hora de juntar tudo numa planilha orçamentária e, principalmente, de conferir. Para isso vamos usar uma casa hipotética de 70 m², com 33 serviços, e a curva ABC para descobrir em quais poucas linhas vale gastar o tempo de conferência.


Como montar a planilha orçamentária

A planilha orçamentária é a lista de todos os serviços da obra, cada um com quantidade e custo. Parece óbvio, mas são as colunas certas que permitem conferir depois. As que não podem faltar:

Coluna

O que vai nela

Por que importa

Item

O número da EAP (2.3, 8.4)

Liga a linha à etapa e, depois, ao cronograma

Fonte e código

SINAPI 87262, cotação, composição própria

Mostra de onde veio o preço, como no episódio 6

Descrição

A da composição, sem resumir demais

Evita trocar um serviço por outro parecido

Unidade

m, m², m³, kg, un, vb

É onde mora o erro mais caro

Quantidade

O resultado da memória de cálculo

Precisa bater com o que foi medido no episódio 3

Custo unitário

O da composição, na data-base declarada

Sem BDI nesta etapa

Custo total

Quantidade × custo unitário

A única conta da linha

% do total

Total da linha ÷ total da obra

É a base da curva ABC

No cabeçalho, antes da primeira linha, entram as informações que valem para a planilha inteira: obra, local, data-base, referência (por exemplo, SINAPI/PR 08/2026, sem desoneração), se os valores têm ou não BDI e o responsável técnico. Sem esse cabeçalho, a planilha perde as três etiquetas do episódio anterior.

O que descrevi é a planilha sintética: uma linha por serviço. A analítica abre cada linha na sua composição, com insumos, coeficientes e preços, como vimos no episódio 4. Na obra pública, a Lei 14.133/2021 pede o orçamento estimado com as composições dos preços utilizados (art. 18, IV). Na obra privada, a analítica pode ficar como anexo, mas precisa existir: é ela que responde "por que esse serviço custa isso".


Item

Serviço

Un

Qtd

Unitário (R$)

Total (R$)

1.1

Locação da obra com gabarito de madeira

m

34

45,00

1.530,00

1.2

Instalações provisórias (barracão, ligações de água e energia)

un

1

4.800,00

4.800,00

1.3

Limpeza do terreno

m²

200

4,50

900,00

2.1

Escavação manual de vala

m³

18

95,00

1.710,00

2.2

Concreto fck 25 MPa em sapatas e baldrame

m³

9

780,00

7.020,00

2.3

Armação de aço CA-50 para fundações

kg

520

14,50

7.540,00

2.4

Fôrma de madeira para baldrame

m²

40

85,00

3.400,00

3.1

Concreto fck 25 MPa em pilares, vigas e vergas

m³

5

820,00

4.100,00

3.2

Armação de aço CA-50 para estrutura

kg

380

14,50

5.510,00

3.3

Fôrma de madeira para pilares e vigas

m²

45

78,00

3.510,00

4.1

Alvenaria de vedação com bloco cerâmico 14 × 9 × 19 cm

m²

190

92,00

17.480,00

5.1

Estrutura de madeira para telhado

m²

90

125,00

11.250,00

5.2

Telhamento com telha cerâmica

m²

90

62,00

5.580,00

5.3

Rufos e calhas

m

20

95,00

1.900,00

6.1

Impermeabilização de baldrame

m²

30

18,00

540,00

7.1

Janelas de alumínio com vidro

m²

12

1.050,00

12.600,00

7.2

Portas internas de madeira, completas

un

7

950,00

6.650,00

7.3

Portas externas

un

2

1.400,00

2.800,00

8.1

Chapisco em paredes

m²

520

7,20

3.744,00

8.2

Massa única (reboco) em paredes

m²

520

42,00

21.840,00

8.3

Contrapiso

m²

62

48,00

2.976,00

8.4

Piso porcelanato 60 × 60 cm (SINAPI 87262)

m²

62

129,19

8.009,78

8.5

Revestimento cerâmico em paredes de áreas molhadas

m²

45

95,00

4.275,00

8.6

Forro

m²

62

78,00

4.836,00

8.7

Rodapé

m

85

22,00

1.870,00

8.8

Bancadas de granito

m²

3

650,00

1.950,00

9.1

Pintura látex em paredes internas e tetos

m²

450

24,00

10.800,00

9.2

Pintura acrílica em paredes externas

m²

110

28,00

3.080,00

10.1

Pontos elétricos completos

pt

45

185,00

8.325,00

11.1

Pontos de água e esgoto

pt

18

420,00

7.560,00

11.2

Louças e metais

vb

1

4.200,00

4.200,00

12.1

Calçada de contorno

m²

25

85,00

2.125,00

12.2

Limpeza final da obra

m²

70

8,00

560,00


Total




184.970,78


A casa-exemplo deste post tem 70 m², 12 etapas e 33 serviços, e soma R$ 184.970,78 de custo direto. Todos os valores são hipotéticos, de ordem de grandeza e sem BDI; a única exceção é o piso de porcelanato, com o custo real da composição SINAPI 87262 (PR, 08/2026, sem desoneração) usado nos episódios 5 e 6. A casa serve para ensinar a conferir, não para orçar a sua obra.

 

Rastreabilidade: cada linha precisa dizer de onde veio

Uma linha da planilha é o encontro de três coisas que a série construiu: a quantidade, que vem da memória de cálculo; o custo unitário, que vem da composição; e a referência, que diz estado, mês e regime desse custo. Veja a linha do piso da casa-exemplo:

Parte da linha 8.4

Valor

De onde vem

Quantidade

62 m²

Memória de cálculo: soma das áreas de piso por ambiente, com a prancha de arquitetura indicada

Custo unitário

R$ 129,19/m²

Composição SINAPI 87262, lida como no episódio 5

Referência

PR, 08/2026, sem desoneração

Escolha registrada no cabeçalho, como no episódio 6

Custo total

R$ 8.009,78

62 × 129,19

Numa casa real, o piso seria dividido por tamanho de ambiente, com as composições 87261, 87262 e 87263, como mostrou o episódio 5; aqui juntei tudo numa linha para simplificar.

O teste é simples: se alguém apontar para qualquer linha e perguntar "de onde veio isso?", a resposta tem que estar a um clique. Três hábitos ajudam:

  • Numere a planilha igual à EAP. O item 8.4 da planilha é o 8.4 da memória de cálculo e o 8.4 do cronograma.

  • Guarde a origem em coluna, não na cabeça. Fonte, código e, quando for o caso, o número da cotação ou da composição própria.

  • Não digite número dentro de fórmula. Uma célula com "=62*129,19+500" esconde de onde saíram os 500. Se existe um acréscimo, ele vira uma linha com nome, quantidade e fonte.

 

Curva ABC da planilha orçamentária: os poucos itens que pesam quase tudo

A curva ABC ordena os serviços do mais caro para o mais barato e acumula os percentuais. Ela não muda nenhum número da planilha; muda a ordem em que você olha para eles. O passo a passo:

  1. Calcule o custo total de cada linha.

  2. Ordene as linhas do maior total para o menor.

  3. Calcule o % de cada linha sobre o total da obra.

  4. Some os percentuais em sequência, formando o % acumulado.

  5. Classifique em faixas. Não existe corte oficial; os mais usados são 50/30/20 e 80/15/5. Aqui uso 50/30/20: a faixa A vai até 50% do custo acumulado (incluindo o item que cruza a linha), a B até 80% e a C é o resto. Mas costumo conferir até 80% dos itens, não depende do nome, mas até onde você vai.

Na casa-exemplo, as faixas A e B ficaram assim:

Posição

Item

Serviço

Total (R$)

%

% acumulado

Faixa

1

8.2

Massa única (reboco), 520 m²

21.840,00

11,81

11,81

A

2

4.1

Alvenaria de bloco cerâmico, 190 m²

17.480,00

9,45

21,26

A

3

7.1

Janelas de alumínio com vidro, 12 m²

12.600,00

6,81

28,07

A

4

5.1

Estrutura de madeira do telhado, 90 m²

11.250,00

6,08

34,15

A

5

9.1

Pintura látex interna, 450 m²

10.800,00

5,84

39,99

A

6

10.1

Pontos elétricos, 45 pt

8.325,00

4,50

44,49

A

7

8.4

Piso porcelanato, 62 m²

8.009,78

4,33

48,82

A

8

11.1

Pontos de água e esgoto, 18 pt

7.560,00

4,09

52,91

A

9

2.3

Armação da fundação, 520 kg

7.540,00

4,08

56,98

B

10

2.2

Concreto da fundação, 9 m³

7.020,00

3,80

60,78

B

11

7.2

Portas internas, 7 un

6.650,00

3,60

64,37

B

12

5.2

Telhamento cerâmico, 90 m²

5.580,00

3,02

67,39

B

13

3.2

Armação da estrutura, 380 kg

5.510,00

2,98

70,37

B

14

8.6

Forro, 62 m²

4.836,00

2,61

72,98

B

15

1.2

Instalações provisórias, 1 vb

4.800,00

2,60

75,58

B

16

8.5

Cerâmica em paredes molhadas, 45 m²

4.275,00

2,31

77,89

B

17

11.2

Louças e metais, 1 vb

4.200,00

2,27

80,16

B

Casa-exemplo hipotética de 70 m², custo direto sem BDI. Os outros 16 serviços formam a faixa C.

Faixa

Itens

% dos itens

Custo (R$)

% do custo

A

8

24%

97.864,78

52,9%

B

9

27%

50.411,00

27,3%

C

16

49%

36.695,00

19,8%

Total

33

100%

184.970,78

100%


Curva ABC de planilha orçamentária: 8 de 33 serviços somam 52,9% do custo da casa-exemplo
O reboco lidera pela quantidade, não pelo preço unitário: é a quantidade × preço que define o peso

Oito linhas, menos de um quarto da planilha, somam mais da metade da casa. É ali que o tempo de conferência rende. Errar 10% no reboco muda o orçamento em R$ 2.184; errar 10% na limpeza final muda R$ 56.

O que fazer com cada faixa:

  • Faixa A: refaça o quantitativo direto na memória de cálculo, confira se a composição representa o serviço (caderno técnico, como no episódio 4), atualize o preço para a data-base mais recente e, quando fizer sentido, cote. Janelas, terceira linha da curva, são o caso típico de cotação.

  • Faixa B: confira quantidade e unidade, e abra as verbas. Instalações provisórias e louças e metais estão como "vb"; com esse peso, merecem ser detalhadas.

  • Faixa C: conferência rápida: o serviço existe, a unidade é a certa, a ordem de grandeza faz sentido.

Repare também no que a curva ensina sobre peso. O reboco lidera com um custo unitário de R$ 42,00/m², porque a quantidade é grande; a janela custa R$ 1.050,00/m² e fica em terceiro. Quem confere só os preços unitários mais altos deixa passar justamente as linhas que mais pesam.


A curva ABC de insumos

A curva de serviços diz quais linhas da planilha pesam mais. A curva de insumos responde outra pergunta: o que, somando todas as composições, mais pesa na obra. Ela junta o cimento de todos os serviços, todo o aço, todas as horas de pedreiro e de servente, e ordena. Exige as composições abertas, então é trabalho para uma planilha analítica bem montada ou para um software. Numa casa, é comum as horas de pedreiro e de servente aparecerem no topo, porque estão em quase todos os serviços. É a curva que orienta compras e negociação.

Na obra pública, a curva ABC tem dois usos a mais. Ela aponta as parcelas de maior relevância que podem ser exigidas na qualificação técnica: pela Lei 14.133/2021 (art. 67, § 1º), são as de valor igual ou superior a 4% do total estimado. Na casa-exemplo, seriam os oito itens da faixa A mais a armação da fundação (4,08%). E é a curva que o controle usa para escolher a amostra na análise de preços.

 

Conferências rápidas antes de entregar

A curva diz onde olhar; as conferências dizem o que procurar. Para mostrar por que a soma não basta, veja três erros que poderiam estar numa versão anterior da casa-exemplo. Em todos eles, a planilha continuaria somando certinho:

Erro

Como aparece

Efeito no total

Como pegar

Unidade trocada

Armação da fundação lançada como 0,52 (em toneladas), com o custo por kg

R$ 7,54 no lugar de R$ 7.540,00

Comparar a unidade da linha com a da composição; um item de fundação perdido no fim da faixa C é alarme

Serviço duplicado

Chapisco lançado na etapa de alvenaria e de novo nos revestimentos

+ R$ 3.744,00

Ordenar pela descrição e procurar repetidos

Serviço da EAP sem preço

Impermeabilização do baldrame ficou na EAP e não foi para a planilha

- R$ 540,00, e um problema de umidade lá na frente

Cruzar a EAP com a planilha, item por item

Exemplos hipotéticos, sobre a casa-exemplo.

Depois desses, o roteiro de conferência que uso:

  • Unidades. Cada linha com a unidade da composição. As trocas clássicas são kg por tonelada, m por m² e m² por m³.

  • Quantidades que conversam entre si. Piso, contrapiso e forro andam juntos (na casa, 62 m² nos três). Chapisco e reboco também (520 m² nos dois). A pintura interna passa do reboco porque inclui os tetos. Quando uma dessas relações não fecha, ou há um motivo no projeto, ou há um erro.

  • Fórmulas. Custo total igual a quantidade × custo unitário em todas as linhas, nenhum número digitado no meio de fórmula e nenhuma linha de fora da soma da etapa. A linha inserida no fim da lista, depois do intervalo do SOMA, é um clássico.

  • Peso de cada etapa. Compare o total por etapa com as faixas do episódio 1.

  • Custo por m². Compare com o CUB do padrão no seu estado.

Na casa-exemplo, a comparação com as médias das 342 casas de até 100 m² do estudo da UTFPR, usado no episódio 1, ficou assim:

Etapa

Casa-exemplo

Casas até 100 m² (UTFPR)

Serviços preliminares

3,9%

4,0%

Fundações

10,6%

10,9%

Estrutura

7,1%

7,3%

Alvenaria

9,5%

9,8%

Cobertura

10,1%

10,4%

Impermeabilização

0,3%

0,3%

Esquadrias e vidros

11,9%

12,0%

Revestimentos de paredes, forros e pisos

26,8%

33,1%

Pintura

7,5%

6,3%

Instalações elétricas

4,5%

4,3%

Instalações hidrossanitárias

6,4%

5,4%

Serviços complementares

1,5%

2,8%

Fonte da coluna UTFPR: Miotti, Milani e Wissmann (2012), agrupado no episódio 1.


Esquadrias e vidros somam as duas linhas do estudo.

Quase tudo ficou perto, e o que destoa é o que interessa. Os revestimentos estão seis pontos abaixo. Como o episódio 1 alertou, isso não é erro por si só, mas é motivo para olhar a etapa de novo. E aparecem dois candidatos a esquecimento: soleiras e peitoris, e a impermeabilização do box do banheiro, que não estão na planilha. É assim que a faixa de referência ajuda: ela não corrige o orçamento, mas aponta onde procurar.

O custo direto da casa-exemplo dá R$ 2.642,44/m². Ele não inclui BDI, projetos, ligações, muro nem os outros itens que o episódio 1 mostrou ficarem fora do CUB, então não se compara direto com um orçamento fechado. Serve como alarme: se o resultado desse R$ 1.200/m² ou R$ 5.000/m² para uma casa de padrão normal, algo estaria muito errado antes de qualquer outra conferência.

 

Ferramentas: planilha própria, ObraExata e uma ajuda da IA

Uma planilha de Excel ou Google Sheets dá conta de uma casa, desde que siga a estrutura deste post. Os riscos são sempre os mesmos: fórmula quebrada, linha fora da soma e preço digitado à mão que ninguém atualiza quando sai uma tabela nova.

Se preferir não montar a planilha do zero, a ObraExata é uma ferramenta que acompanho e apoio: orçamento simples, gratuito, na nuvem e com BDI integrado. Ela tem tutoriais para atualizar a base do SINAPI, gerar as curvas do orçamento, começar a partir de um template e emitir os relatórios do orçamento. Ferramenta nenhuma substitui a conferência, mas tirar de você o trabalho de fórmula e de atualização de preço já elimina boa parte dos erros de planilha.


Um prompt de IA para revisar a planilha

A IA é boa para procurar inconsistências numa lista grande e ruim para inventar preço e quantidade. Por isso o prompt abaixo pede apontamentos, não valores. Exporte a planilha em Excel ou CSV, anexe o arquivo e cole:

Você é um revisor de planilhas orçamentárias de obras. Anexei uma planilha com as colunas: item, fonte e código, descrição, unidade, quantidade, custo unitário e custo total. Não sugira preços, coeficientes nem quantidades: quero apontamentos, não valores novos. Verifique e liste numa tabela (item, problema, por que chama atenção, o que conferir):Unidades incoerentes com a descrição (por exemplo, armação fora de kg, concreto fora de m³, rodapé em m²).Linhas em que o custo total não é igual a quantidade × custo unitário.Serviços duplicados ou muito parecidos.Quantidades incoerentes entre serviços relacionados (piso, contrapiso e forro; chapisco e reboco; alvenaria e pintura).Itens com quantidade ou preço zerado, e custos unitários muito fora do padrão das outras linhas de mesma unidade.Serviços frequentemente esquecidos em [tipo de obra] que não aparecem na planilha, apenas como pergunta.No final, separe o que você considera provável erro do que é só ponto de atenção. Quando não tiver certeza, diga que não tem.

Trate a resposta como uma lista de suspeitas. A IA erra com confiança, inclusive em contas: cada apontamento você confirma na planilha e na memória de cálculo. E o que ela não apontou não está automaticamente certo. No episódio 10, este prompt vira parte de um assistente completo para o primeiro orçamento.

 

A soma certa é o começo da conferência

Uma planilha orçamentária confiável é aquela em que cada linha diz de onde veio e em que as linhas que mais pesam foram conferidas com mais cuidado. A soma certa só prova que a conta foi feita; a rastreabilidade, a curva ABC e as conferências provam que a conta faz sentido.

Até aqui, porém, tudo é custo. No próximo episódio, o assunto é o que separa o custo direto do preço de venda: administração, riscos, impostos e lucro, reunidos no BDI. Enquanto isso, se quiser testar a estrutura deste post numa ferramenta pronta, a ObraExata é gratuita. E se você tem um jeito próprio de conferir planilhas, ou já pegou um erro que a soma escondia, conta nos comentários ou no Instagram.

 

Referências

BRASIL. Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021. Lei de Licitações e Contratos Administrativos. Brasília, DF: Presidência da República, 2021.

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. SINAPI: relatórios de insumos e composições.

BUSCADOR SINAPI. Composição 87262. Acesso em: out. 2026.

MIOTTI, L. A.; MILANI, C. J.; WISSMANN, L. Os custos na construção civil: comparativo de valores percentuais de etapas construtivas de obras residenciais. In: COBRAC 2012 – Congresso Brasileiro de Cadastro Técnico Multifinalitário. Florianópolis: UFSC, 2012.

OBRAEXATA. Tutoriais: atualizar SINAPI, curvas do orçamento, template e relatórios do orçamento. Acesso em: out. 2026.

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