Planilha orçamentária de obra: como montar e conferir com a curva ABC

Atualizado: 3 de out.
Sua planilha soma certinho, as fórmulas não têm erro e o total bate centavo por centavo. Isso quer dizer que o orçamento está certo? Não necessariamente. Foi o que resumi num post do Instagram: uma planilha pode estar certa e o orçamento errado. A soma só garante que os números foram somados. Não garante que tudo o que a obra precisa está ali, na unidade certa e com preço de origem conhecida.
Este é o episódio 7 da série Meu primeiro orçamento de obras. Até aqui definimos o escopo na EAP, medimos a obra, lemos composições e, no episódio 6, escolhemos a referência de preços. Agora é hora de juntar tudo numa planilha orçamentária e, principalmente, de conferir. Para isso vamos usar uma casa hipotética de 70 m², com 33 serviços, e a curva ABC para descobrir em quais poucas linhas vale gastar o tempo de conferência.
Como montar a planilha orçamentária
A planilha orçamentária é a lista de todos os serviços da obra, cada um com quantidade e custo. Parece óbvio, mas são as colunas certas que permitem conferir depois. As que não podem faltar:
Coluna | O que vai nela | Por que importa |
Item | O número da EAP (2.3, 8.4) | Liga a linha à etapa e, depois, ao cronograma |
Fonte e código | SINAPI 87262, cotação, composição própria | Mostra de onde veio o preço, como no episódio 6 |
Descrição | A da composição, sem resumir demais | Evita trocar um serviço por outro parecido |
Unidade | m, m², m³, kg, un, vb | É onde mora o erro mais caro |
Quantidade | O resultado da memória de cálculo | Precisa bater com o que foi medido no episódio 3 |
Custo unitário | O da composição, na data-base declarada | Sem BDI nesta etapa |
Custo total | Quantidade × custo unitário | A única conta da linha |
% do total | Total da linha ÷ total da obra | É a base da curva ABC |
No cabeçalho, antes da primeira linha, entram as informações que valem para a planilha inteira: obra, local, data-base, referência (por exemplo, SINAPI/PR 08/2026, sem desoneração), se os valores têm ou não BDI e o responsável técnico. Sem esse cabeçalho, a planilha perde as três etiquetas do episódio anterior.
O que descrevi é a planilha sintética: uma linha por serviço. A analítica abre cada linha na sua composição, com insumos, coeficientes e preços, como vimos no episódio 4. Na obra pública, a Lei 14.133/2021 pede o orçamento estimado com as composições dos preços utilizados (art. 18, IV). Na obra privada, a analítica pode ficar como anexo, mas precisa existir: é ela que responde "por que esse serviço custa isso".
Item | Serviço | Un | Qtd | Unitário (R$) | Total (R$) |
1.1 | Locação da obra com gabarito de madeira | m | 34 | 45,00 | 1.530,00 |
1.2 | Instalações provisórias (barracão, ligações de água e energia) | un | 1 | 4.800,00 | 4.800,00 |
1.3 | Limpeza do terreno | m² | 200 | 4,50 | 900,00 |
2.1 | Escavação manual de vala | m³ | 18 | 95,00 | 1.710,00 |
2.2 | Concreto fck 25 MPa em sapatas e baldrame | m³ | 9 | 780,00 | 7.020,00 |
2.3 | Armação de aço CA-50 para fundações | kg | 520 | 14,50 | 7.540,00 |
2.4 | Fôrma de madeira para baldrame | m² | 40 | 85,00 | 3.400,00 |
3.1 | Concreto fck 25 MPa em pilares, vigas e vergas | m³ | 5 | 820,00 | 4.100,00 |
3.2 | Armação de aço CA-50 para estrutura | kg | 380 | 14,50 | 5.510,00 |
3.3 | Fôrma de madeira para pilares e vigas | m² | 45 | 78,00 | 3.510,00 |
4.1 | Alvenaria de vedação com bloco cerâmico 14 × 9 × 19 cm | m² | 190 | 92,00 | 17.480,00 |
5.1 | Estrutura de madeira para telhado | m² | 90 | 125,00 | 11.250,00 |
5.2 | Telhamento com telha cerâmica | m² | 90 | 62,00 | 5.580,00 |
5.3 | Rufos e calhas | m | 20 | 95,00 | 1.900,00 |
6.1 | Impermeabilização de baldrame | m² | 30 | 18,00 | 540,00 |
7.1 | Janelas de alumínio com vidro | m² | 12 | 1.050,00 | 12.600,00 |
7.2 | Portas internas de madeira, completas | un | 7 | 950,00 | 6.650,00 |
7.3 | Portas externas | un | 2 | 1.400,00 | 2.800,00 |
8.1 | Chapisco em paredes | m² | 520 | 7,20 | 3.744,00 |
8.2 | Massa única (reboco) em paredes | m² | 520 | 42,00 | 21.840,00 |
8.3 | Contrapiso | m² | 62 | 48,00 | 2.976,00 |
8.4 | Piso porcelanato 60 × 60 cm (SINAPI 87262) | m² | 62 | 129,19 | 8.009,78 |
8.5 | Revestimento cerâmico em paredes de áreas molhadas | m² | 45 | 95,00 | 4.275,00 |
8.6 | Forro | m² | 62 | 78,00 | 4.836,00 |
8.7 | Rodapé | m | 85 | 22,00 | 1.870,00 |
8.8 | Bancadas de granito | m² | 3 | 650,00 | 1.950,00 |
9.1 | Pintura látex em paredes internas e tetos | m² | 450 | 24,00 | 10.800,00 |
9.2 | Pintura acrílica em paredes externas | m² | 110 | 28,00 | 3.080,00 |
10.1 | Pontos elétricos completos | pt | 45 | 185,00 | 8.325,00 |
11.1 | Pontos de água e esgoto | pt | 18 | 420,00 | 7.560,00 |
11.2 | Louças e metais | vb | 1 | 4.200,00 | 4.200,00 |
12.1 | Calçada de contorno | m² | 25 | 85,00 | 2.125,00 |
12.2 | Limpeza final da obra | m² | 70 | 8,00 | 560,00 |
Total | 184.970,78 |
A casa-exemplo deste post tem 70 m², 12 etapas e 33 serviços, e soma R$ 184.970,78 de custo direto. Todos os valores são hipotéticos, de ordem de grandeza e sem BDI; a única exceção é o piso de porcelanato, com o custo real da composição SINAPI 87262 (PR, 08/2026, sem desoneração) usado nos episódios 5 e 6. A casa serve para ensinar a conferir, não para orçar a sua obra.
Rastreabilidade: cada linha precisa dizer de onde veio
Uma linha da planilha é o encontro de três coisas que a série construiu: a quantidade, que vem da memória de cálculo; o custo unitário, que vem da composição; e a referência, que diz estado, mês e regime desse custo. Veja a linha do piso da casa-exemplo:
Parte da linha 8.4 | Valor | De onde vem |
Quantidade | 62 m² | Memória de cálculo: soma das áreas de piso por ambiente, com a prancha de arquitetura indicada |
Custo unitário | R$ 129,19/m² | Composição SINAPI 87262, lida como no episódio 5 |
Referência | PR, 08/2026, sem desoneração | Escolha registrada no cabeçalho, como no episódio 6 |
Custo total | R$ 8.009,78 | 62 × 129,19 |
Numa casa real, o piso seria dividido por tamanho de ambiente, com as composições 87261, 87262 e 87263, como mostrou o episódio 5; aqui juntei tudo numa linha para simplificar.
O teste é simples: se alguém apontar para qualquer linha e perguntar "de onde veio isso?", a resposta tem que estar a um clique. Três hábitos ajudam:
Numere a planilha igual à EAP. O item 8.4 da planilha é o 8.4 da memória de cálculo e o 8.4 do cronograma.
Guarde a origem em coluna, não na cabeça. Fonte, código e, quando for o caso, o número da cotação ou da composição própria.
Não digite número dentro de fórmula. Uma célula com "=62*129,19+500" esconde de onde saíram os 500. Se existe um acréscimo, ele vira uma linha com nome, quantidade e fonte.
Curva ABC da planilha orçamentária: os poucos itens que pesam quase tudo
A curva ABC ordena os serviços do mais caro para o mais barato e acumula os percentuais. Ela não muda nenhum número da planilha; muda a ordem em que você olha para eles. O passo a passo:
Calcule o custo total de cada linha.
Ordene as linhas do maior total para o menor.
Calcule o % de cada linha sobre o total da obra.
Some os percentuais em sequência, formando o % acumulado.
Classifique em faixas. Não existe corte oficial; os mais usados são 50/30/20 e 80/15/5. Aqui uso 50/30/20: a faixa A vai até 50% do custo acumulado (incluindo o item que cruza a linha), a B até 80% e a C é o resto. Mas costumo conferir até 80% dos itens, não depende do nome, mas até onde você vai.
Na casa-exemplo, as faixas A e B ficaram assim:
Posição | Item | Serviço | Total (R$) | % | % acumulado | Faixa |
1 | 8.2 | Massa única (reboco), 520 m² | 21.840,00 | 11,81 | 11,81 | A |
2 | 4.1 | Alvenaria de bloco cerâmico, 190 m² | 17.480,00 | 9,45 | 21,26 | A |
3 | 7.1 | Janelas de alumínio com vidro, 12 m² | 12.600,00 | 6,81 | 28,07 | A |
4 | 5.1 | Estrutura de madeira do telhado, 90 m² | 11.250,00 | 6,08 | 34,15 | A |
5 | 9.1 | Pintura látex interna, 450 m² | 10.800,00 | 5,84 | 39,99 | A |
6 | 10.1 | Pontos elétricos, 45 pt | 8.325,00 | 4,50 | 44,49 | A |
7 | 8.4 | Piso porcelanato, 62 m² | 8.009,78 | 4,33 | 48,82 | A |
8 | 11.1 | Pontos de água e esgoto, 18 pt | 7.560,00 | 4,09 | 52,91 | A |
9 | 2.3 | Armação da fundação, 520 kg | 7.540,00 | 4,08 | 56,98 | B |
10 | 2.2 | Concreto da fundação, 9 m³ | 7.020,00 | 3,80 | 60,78 | B |
11 | 7.2 | Portas internas, 7 un | 6.650,00 | 3,60 | 64,37 | B |
12 | 5.2 | Telhamento cerâmico, 90 m² | 5.580,00 | 3,02 | 67,39 | B |
13 | 3.2 | Armação da estrutura, 380 kg | 5.510,00 | 2,98 | 70,37 | B |
14 | 8.6 | Forro, 62 m² | 4.836,00 | 2,61 | 72,98 | B |
15 | 1.2 | Instalações provisórias, 1 vb | 4.800,00 | 2,60 | 75,58 | B |
16 | 8.5 | Cerâmica em paredes molhadas, 45 m² | 4.275,00 | 2,31 | 77,89 | B |
17 | 11.2 | Louças e metais, 1 vb | 4.200,00 | 2,27 | 80,16 | B |
Casa-exemplo hipotética de 70 m², custo direto sem BDI. Os outros 16 serviços formam a faixa C.
Faixa | Itens | % dos itens | Custo (R$) | % do custo |
A | 8 | 24% | 97.864,78 | 52,9% |
B | 9 | 27% | 50.411,00 | 27,3% |
C | 16 | 49% | 36.695,00 | 19,8% |
Total | 33 | 100% | 184.970,78 | 100% |

Oito linhas, menos de um quarto da planilha, somam mais da metade da casa. É ali que o tempo de conferência rende. Errar 10% no reboco muda o orçamento em R$ 2.184; errar 10% na limpeza final muda R$ 56.
O que fazer com cada faixa:
Faixa A: refaça o quantitativo direto na memória de cálculo, confira se a composição representa o serviço (caderno técnico, como no episódio 4), atualize o preço para a data-base mais recente e, quando fizer sentido, cote. Janelas, terceira linha da curva, são o caso típico de cotação.
Faixa B: confira quantidade e unidade, e abra as verbas. Instalações provisórias e louças e metais estão como "vb"; com esse peso, merecem ser detalhadas.
Faixa C: conferência rápida: o serviço existe, a unidade é a certa, a ordem de grandeza faz sentido.
Repare também no que a curva ensina sobre peso. O reboco lidera com um custo unitário de R$ 42,00/m², porque a quantidade é grande; a janela custa R$ 1.050,00/m² e fica em terceiro. Quem confere só os preços unitários mais altos deixa passar justamente as linhas que mais pesam.
A curva ABC de insumos
A curva de serviços diz quais linhas da planilha pesam mais. A curva de insumos responde outra pergunta: o que, somando todas as composições, mais pesa na obra. Ela junta o cimento de todos os serviços, todo o aço, todas as horas de pedreiro e de servente, e ordena. Exige as composições abertas, então é trabalho para uma planilha analítica bem montada ou para um software. Numa casa, é comum as horas de pedreiro e de servente aparecerem no topo, porque estão em quase todos os serviços. É a curva que orienta compras e negociação.
Na obra pública, a curva ABC tem dois usos a mais. Ela aponta as parcelas de maior relevância que podem ser exigidas na qualificação técnica: pela Lei 14.133/2021 (art. 67, § 1º), são as de valor igual ou superior a 4% do total estimado. Na casa-exemplo, seriam os oito itens da faixa A mais a armação da fundação (4,08%). E é a curva que o controle usa para escolher a amostra na análise de preços.
Conferências rápidas antes de entregar
A curva diz onde olhar; as conferências dizem o que procurar. Para mostrar por que a soma não basta, veja três erros que poderiam estar numa versão anterior da casa-exemplo. Em todos eles, a planilha continuaria somando certinho:
Erro | Como aparece | Efeito no total | Como pegar |
Unidade trocada | Armação da fundação lançada como 0,52 (em toneladas), com o custo por kg | R$ 7,54 no lugar de R$ 7.540,00 | Comparar a unidade da linha com a da composição; um item de fundação perdido no fim da faixa C é alarme |
Serviço duplicado | Chapisco lançado na etapa de alvenaria e de novo nos revestimentos | + R$ 3.744,00 | Ordenar pela descrição e procurar repetidos |
Serviço da EAP sem preço | Impermeabilização do baldrame ficou na EAP e não foi para a planilha | - R$ 540,00, e um problema de umidade lá na frente | Cruzar a EAP com a planilha, item por item |
Exemplos hipotéticos, sobre a casa-exemplo.
Depois desses, o roteiro de conferência que uso:
Unidades. Cada linha com a unidade da composição. As trocas clássicas são kg por tonelada, m por m² e m² por m³.
Quantidades que conversam entre si. Piso, contrapiso e forro andam juntos (na casa, 62 m² nos três). Chapisco e reboco também (520 m² nos dois). A pintura interna passa do reboco porque inclui os tetos. Quando uma dessas relações não fecha, ou há um motivo no projeto, ou há um erro.
Fórmulas. Custo total igual a quantidade × custo unitário em todas as linhas, nenhum número digitado no meio de fórmula e nenhuma linha de fora da soma da etapa. A linha inserida no fim da lista, depois do intervalo do SOMA, é um clássico.
Peso de cada etapa. Compare o total por etapa com as faixas do episódio 1.
Custo por m². Compare com o CUB do padrão no seu estado.
Na casa-exemplo, a comparação com as médias das 342 casas de até 100 m² do estudo da UTFPR, usado no episódio 1, ficou assim:
Etapa | Casa-exemplo | Casas até 100 m² (UTFPR) |
Serviços preliminares | 3,9% | 4,0% |
Fundações | 10,6% | 10,9% |
Estrutura | 7,1% | 7,3% |
Alvenaria | 9,5% | 9,8% |
Cobertura | 10,1% | 10,4% |
Impermeabilização | 0,3% | 0,3% |
Esquadrias e vidros | 11,9% | 12,0% |
Revestimentos de paredes, forros e pisos | 26,8% | 33,1% |
Pintura | 7,5% | 6,3% |
Instalações elétricas | 4,5% | 4,3% |
Instalações hidrossanitárias | 6,4% | 5,4% |
Serviços complementares | 1,5% | 2,8% |
Fonte da coluna UTFPR: Miotti, Milani e Wissmann (2012), agrupado no episódio 1.
Esquadrias e vidros somam as duas linhas do estudo.
Quase tudo ficou perto, e o que destoa é o que interessa. Os revestimentos estão seis pontos abaixo. Como o episódio 1 alertou, isso não é erro por si só, mas é motivo para olhar a etapa de novo. E aparecem dois candidatos a esquecimento: soleiras e peitoris, e a impermeabilização do box do banheiro, que não estão na planilha. É assim que a faixa de referência ajuda: ela não corrige o orçamento, mas aponta onde procurar.
O custo direto da casa-exemplo dá R$ 2.642,44/m². Ele não inclui BDI, projetos, ligações, muro nem os outros itens que o episódio 1 mostrou ficarem fora do CUB, então não se compara direto com um orçamento fechado. Serve como alarme: se o resultado desse R$ 1.200/m² ou R$ 5.000/m² para uma casa de padrão normal, algo estaria muito errado antes de qualquer outra conferência.
Ferramentas: planilha própria, ObraExata e uma ajuda da IA
Uma planilha de Excel ou Google Sheets dá conta de uma casa, desde que siga a estrutura deste post. Os riscos são sempre os mesmos: fórmula quebrada, linha fora da soma e preço digitado à mão que ninguém atualiza quando sai uma tabela nova.
Se preferir não montar a planilha do zero, a ObraExata é uma ferramenta que acompanho e apoio: orçamento simples, gratuito, na nuvem e com BDI integrado. Ela tem tutoriais para atualizar a base do SINAPI, gerar as curvas do orçamento, começar a partir de um template e emitir os relatórios do orçamento. Ferramenta nenhuma substitui a conferência, mas tirar de você o trabalho de fórmula e de atualização de preço já elimina boa parte dos erros de planilha.
Um prompt de IA para revisar a planilha
A IA é boa para procurar inconsistências numa lista grande e ruim para inventar preço e quantidade. Por isso o prompt abaixo pede apontamentos, não valores. Exporte a planilha em Excel ou CSV, anexe o arquivo e cole:
Você é um revisor de planilhas orçamentárias de obras. Anexei uma planilha com as colunas: item, fonte e código, descrição, unidade, quantidade, custo unitário e custo total. Não sugira preços, coeficientes nem quantidades: quero apontamentos, não valores novos. Verifique e liste numa tabela (item, problema, por que chama atenção, o que conferir):Unidades incoerentes com a descrição (por exemplo, armação fora de kg, concreto fora de m³, rodapé em m²).Linhas em que o custo total não é igual a quantidade × custo unitário.Serviços duplicados ou muito parecidos.Quantidades incoerentes entre serviços relacionados (piso, contrapiso e forro; chapisco e reboco; alvenaria e pintura).Itens com quantidade ou preço zerado, e custos unitários muito fora do padrão das outras linhas de mesma unidade.Serviços frequentemente esquecidos em [tipo de obra] que não aparecem na planilha, apenas como pergunta.No final, separe o que você considera provável erro do que é só ponto de atenção. Quando não tiver certeza, diga que não tem.Trate a resposta como uma lista de suspeitas. A IA erra com confiança, inclusive em contas: cada apontamento você confirma na planilha e na memória de cálculo. E o que ela não apontou não está automaticamente certo. No episódio 10, este prompt vira parte de um assistente completo para o primeiro orçamento.
A soma certa é o começo da conferência
Uma planilha orçamentária confiável é aquela em que cada linha diz de onde veio e em que as linhas que mais pesam foram conferidas com mais cuidado. A soma certa só prova que a conta foi feita; a rastreabilidade, a curva ABC e as conferências provam que a conta faz sentido.
Até aqui, porém, tudo é custo. No próximo episódio, o assunto é o que separa o custo direto do preço de venda: administração, riscos, impostos e lucro, reunidos no BDI. Enquanto isso, se quiser testar a estrutura deste post numa ferramenta pronta, a ObraExata é gratuita. E se você tem um jeito próprio de conferir planilhas, ou já pegou um erro que a soma escondia, conta nos comentários ou no Instagram.
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Referências
BRASIL. Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021. Lei de Licitações e Contratos Administrativos. Brasília, DF: Presidência da República, 2021.
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. SINAPI: relatórios de insumos e composições.
BUSCADOR SINAPI. Composição 87262. Acesso em: out. 2026.
MIOTTI, L. A.; MILANI, C. J.; WISSMANN, L. Os custos na construção civil: comparativo de valores percentuais de etapas construtivas de obras residenciais. In: COBRAC 2012 – Congresso Brasileiro de Cadastro Técnico Multifinalitário. Florianópolis: UFSC, 2012.
OBRAEXATA. Tutoriais: atualizar SINAPI, curvas do orçamento, template e relatórios do orçamento. Acesso em: out. 2026.



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